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Simulação em pauta

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Simulação em pauta
Foto: Joint search and extraction team members pull a simulated victim from the rubble during an exercise at the Muscatatuck Urban Training Center at Camp Atterbury, Ind., July 27, 2012. U.S. Army/SSG Keith Anderson

Os simulados de preparação para os desastres, tratam de exercícios práticos onde devem ser empregados todo os recursos necessários para a execução de um plano complexo (ou parte especifica) de forma a avaliar em tempo real, o processo pré determinado. Esta atividade tem a finalidade de analisar as ações realizadas, os recursos empregados e promover a capacitação e treinamento das equipes e a comunidade para enfrentar adequadamente uma situação de emergência e assim minimizar seus impactos.

Após a tragédia crime de Brumadinho, diversas cidades foram amedrontadas com o risco de novos rompimentos, incluindo evacuações ao som de sirenes como em Macacos, distrito de Nova Lima/MG que, mesmo com famílias ainda fora de seus lares devido a uma “evacuação preventiva”, tiveram que passar por treinamentos de simulados para evacuação.

No último sábado (17/08), em Itabira/MG, ocorreu o maior simulado de evacuação de emergência já feito no país segundo, a Defesa Civil Estadual de Minas Gerais. Com foco no treinamento preventivo para 27 mil moradores da cidade, a instituição contava com a participação de aproximadamente 19 mil pessoas. Entretanto, segundo a mineradora Vale, participaram apenas 7.770 moradores (40,9%) do público esperado. Segundo Secretário Nacional de Defesa Civil (ao participar do simulado em Itabira) disse: “Este é um trabalho muito importante, que está alinhado com aquilo que diz o marco de Sendai na ONU, que é a participação da população, do poder público e do setor privado na gestão dos riscos que a população está submetida. Tudo isso deveria ter sido feito antes. Mas não podemos de deixar de aprender com as tragédias. O que está sendo feito hoje mostra uma evolução da prevenção dos riscos”.

O treinamento deve envolver todos os atores do processo, incluindo a comunidade, os órgãos governamentais, não governamentais e a iniciativa privada, de forma a orientar não apenas como sair dos locais de risco, mas também de que forma sair e os recursos necessários para a estruturação destas ações, levando em consideração, principalmente os pontos vulneráveis como: idosos, acamados, deficientes, e outros que possam ser comprometidos em uma necessidade real.

O preparativo destes eventos deve retratar os principais riscos e eventos que poderão afetar a região, cidade, bairro, ou seja qual for a área propícia ao acontecimento, de forma a não gerar confusão nas decisões que deverão ser tomadas em momentos decisivos, prevendo recursos capazes de manter a comunidade informada e apta para executar o que se treina.

É importante ressaltar que não é exclusivo do Estado mineiro e muito menos de empreendimentos minerários. Por exemplo, tramita na Assembléia Legislativa no Estado do Espírito Santo, um projeto de lei que prevê que todas as escolas públicas e privadas sejam obrigadas a realizar, pelo menos uma vez por ano, treinamentos de emergência para abandono de área, no intuito de preparar funcionários, professores e alunos dessas instituições para estarem preparados para agir em caso de eventuais acidentes, seguindo procedimentos padronizados, de forma a garantir segurança e eficácia no processo de resposta a eventos adversos.

Os simulados devem ocorrer periodicamente, até que todos conheçam em sua plenitude tornando-os apitos para colocá-lo em pratica caso seja necessário, e servindo também para analisar diversas situações e cenários. Reforçando que não é um teatro para representar pessoas em fuga, rotas fictícias, cálculos de tempos imprecisos, equipes descomprometidas, e muito menos uma atividade banal.

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Douglas Sant'anna
Nascido em Resende/RJ, Douglas Sant’ Anna da Cunha, 34 anos, casado e pai de um menino, foi militar na Academia Militar das Agulhas Negras/RJ onde serviu no Curso Básico em 2003 e logo em seguida, ao sair das forças armadas, se especializou em logística através de cursos, chegando a graduação. Iniciou suas atividades em prol das populações vulneráveis, envolvido em Projetos Sociais ainda em seu município. Em 2011, extremamente mobilizado e já habilmente capaz em sua área, rumou à Teresópolis /RJ onde participou dos processos de atendimento às vítimas do que foi considerado o maior desastre natural do Brasil. No triste episódio de 2011, Douglas testou seus conhecimentos e, enfrentando inúmeras dificuldades em relação à grandiosidade e complexidade do evento, decidiu que a partir daquela data, sua missão seria difundir a Logística Humanitária no mundo. A partir daí, Douglas se embrenha em pesquisas e cursos internacionais para seu aperfeiçoamento. No ápice de seus estudos e pesquisas, criou o projeto do Centro LOGÍSTICO DE AJUDA HUMANITÁRIA que cita a metodologia correta para o caso de atendimentos às vítimas de Desastres Tecnológicos ou Naturais, TORNANDO EM LIVRO E SENDO LANÇADO NA CIDADE DE MARIANA/MG NO DIA 05 DE NOVEMBRO DE 2018 (3 anos após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana). Dentre outros, atuou ainda em outros grandes desastres naturais em nosso país: no episódio das enchentes em Vitória/ES (2013), rompimento da barragem de rejeitos em Mariana/MG (2015) e, recentemente, em Brumadinho/MG (2019) também por rompimento de barragem, e atualmente se tornou colunista de jornal com grande rotatividade na região de Ouro Preto e Mariana. Houveram outros tantos convites nacionais e/ ou internacionais para suas atuações que foram recusados devido à falta de recursos próprios, pois atua como voluntário. Entretanto, não se eximindo de sua missão, quando não pode estar presente, utilizou-se de sua influência para atender às demandas das vítimas, colocando-se à frente de campanhas de arrecadação de donativos como por exemplo: para Angra dos Reis/RJ, para Cubatão/SP e para Teresópolis/RJ, em um segundo momento. Certo da importância em difundir seus conhecimentos em prol do bem comum, passa atuar ora como palestrante, ora como consultor de diversas Instituições como escolas particulares, seja para alunos particulares em Resende ou para outras Instituições como Anjos da Montanha (Itatiaia/RJ) juntamente com representantes da Defesa Civil Municipal de Resende, Simpósio Internacional de Medicina de Emergência, Toxic, Reanimação e Desastres, que ocorreu no México e mais recente no Seminário de Ações em Grandes Desastres em São Paulo a convite da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão), entre outros. Douglas continua se especializando e difundindo suas ideias e conhecimentos em prol das vítimas de desastres acreditando que o poder da natureza não escolhe classe social, etnia, religião, sexo e nem idade e que seu trabalho poderá possibilitar o "recomeço" das vítimas de forma íntegra e digna. Segundo ele, a logística humanitária só existirá com todos juntos e convictos de que somos apenas parte de uma engrenagem como o propósito do bem comum.

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