Defesa Civil amplia atuação no interior do Rio Grande do Norte

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A atuação da Defesa Civil no Rio Grande do Norte, nos últimos sete (7) anos, teve como foco o impacto da maior seca, registrada no estado, na vida da população.  No auge da seca, em 2017, 23 cidades ficaram totalmente sem água e eram abastecidas por carro-pipa – fornecidos pelo órgão de proteção e defesa do Estado. Entretanto, o cenário parece mudar. O inverno promete ser de muitas chuvas, com avanço do mar sobre a costa – desta forma, a Defesa Civil terá que mudar a linha de atuação e considerar outros desastres.

Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, o coronel Marcos Carvalho, coordenador da Defesa Civil do Estado, afirmou que os novos fatos não significam abandonar a seca, mas ampliar a consciência de que o Rio Grande do Norte precisa estar preparado para outros fenômenos que podem afetar a vida dos cidadãos. O coronel concluiu: “Aqui no Rio Grande do Norte nós não temos apenas a seca”.

Vale ressaltar que em 2008, as enchentes de rios causaram prejuízo às cidades do Vale do Açu, deixando milhares de pessoas desabrigadas e em estado de calamidade. Quando voltamos ao ano de 2018, mais precisamente em julho, a cidade de Touros também sofreu com uma enchente de proporção alta. São justamente nessas situações que, com previsão de invernos regulares a Defesa Civil se atenta. Contudo, há novas situações: as erosões na costa terrestre, causada pelo avanço do mar, tender a ser cada vez mais constantes por causa do aquecimento global, afirmou Carvalho.

A Defesa Civil foca em qualificar as equipes em 167 cidades, que, de acordo com o órgão estadual, têm mais capacidade de atuar em casos de emergência por estarem no local e conhecerem a topografia.

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