Ciclone Idai causa destruição e morte em Moçambique

Residentes no Bairro da Munhava, na cidade da Beira, centro de Moçambique, relataram haver vítimas mortais naquela zona devido a destruição causada pela passagem do ciclone Idai.

0
159
destruição do ciclone Idai

Com fortes ventos que ultrapassaram 200kph e muita chuva o Ciclone Tropical de categoria 4, Idai, causou destruição e, até o momento não há informações concretas de quantos mortos ou feridos. A cidade de Beira, capital da província de Sofala, foi a primeira a ser atingida e, consequentemente, a mais afetada.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, classificou, nesta sexta-feira (15) como “muito preocupantes” os danos causados pelo ciclone, mas não deu maiores detalhes sobre mortes e feridos devido a dificuldade nas buscas.

“Os danos materiais verificados até ao momento são grandes e muito preocupantes”, declarou Filipe Nyusi, em um pronunciamento, que fez no Aeroporto Internacional de Maputo, de onde embarcou hoje para uma visita de Estado ao reino de Esuatíni (ex-Suazilândia).

O chefe de Estado moçambicano disse que o temporal destruiu total ou parcialmente casas, hospitais, centros de saúde, escolas, edifícios comerciais, infraestruturas de energia elétrica e de telecomunicações.

As cidades de Beira e de Dondo e o distrito de Mafambisse, na província de Sofala, bem como a cidade de Chimoio e o posto administrativo de Inchope, província de Manica, estão sem energia.

O ciclone atingiu igualmente a província da Zambézia, onde destruiu prédios residenciais e comerciais e desalojou dezenas de famílias.

O distrito de Inhassoro, província de Inhambane, está sem energia, devido à queda de postes de média tensão.

Filipe Nyusi adiantou que logo que as condições de acesso às áreas atingidas estiverem normalizadas, ministros e vice-ministros serão enviados para essas zonas, visando uma avaliação dos estragos e das necessidades de auxílio.

Residentes do Bairro da Munhava, na cidade da Beira, região central de Moçambique, relataram haver vítimas mortais naquela zona devido a destruição causada pela passagem do ciclone Idai.

O canal de televisão privado STV relatou ainda haver pelo menos uma morte com o desabamento de uma casa no distrito de Nhamatanda, a cerca de 100 quilómetros da capital provincial.

Karin Manente, representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) no país, disse que há alimentos e cinco helicópteros de diferentes entidades de socorro, prontos para entrar em ação na região logo que haja condições meteorológicas para operarem.

Esta é a segunda tempestade forte a assolar o centro e norte de Moçambique em pouco mais de uma semana.

Desde dia 06 de março, pelo menos 120 pessoas morreram e mais de 900 mil foram afetadas pelas chuvas fortes e inundações no centro e norte de Moçambique, devido a tempestade tropical que atua na região, anunciou o Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA).

O ciclone Idai agora

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique o ciclone Idai perdeu intensidade sendo classificado agora como depressão tropical com a intensidade dos ventos de 70kph e a projeção indica o seu movimento para o território Zimbabwiano onde irá dissipar nas próximas 24 horas.

Porém, esse ainda não é o fim do drama daquele país, as chuvas e ventos fortes ainda continuam, mesmo após a passagem do ciclone.